Videos: An Intimate Performance

I believe that the artistic practice starts in the moment of the “mirror” – when you, as a young child, look at yourself in a mirror and, for the first time, realize that’s you. Turning oneself into an object that can be viewed from outside yourself is the paradigm of art that is in dialog with life. Thinking about life is seeing myself as a permanent structure of subjectivity between inside and outside in a subverted dialogue of desire and lost.

A rite is imposed, with the potential of becoming a sacred act, in the transfer from the ordinary to another dimension of existence. Acts, objects and body can transfer to the viewer the symbolic content of a religious image even if it is permeated by provocative (and very human) sense of alienation, segregation and loneliness, if it is charged with sexual references or if it is a personal confession of visceral doubts and mistakes.

 

Acredito que a prática artística comece no momento do “espelho” – quando pela primeira vez nos deparamos e reconhecemos o nosso próprio ser no espelho. Transformarmo-nos em objecto que pode ser visto de fora é o paradigma da arte em diálogo com a vida. Pensar na vida é vermo-nos como uma estrutura permanentemente subjetiva entre o dentro e o fora num diálogo subversivo de perda e desejo.

 

Um ritual é imposto, com o potencial de ser uma arte do sagrado, na transferência do banal para uma outra dimensão de existência. Atos, objetos e o corpo podem transferir ao observador o conteúdo simbólico de uma imagem religiosa mesmo que permeados por um sentido provocativo (e muito humano) de alienação, segregação e solidão, por referências de cariz sexual ou por confissões pessoais de dúvidas ou erros viscerais.